Novembro 2013 – Colites infecciosas: contribuição da colonoscopia (video-aula)

Data de realização: 04/11/2013

Colites infecciosas e o papel da colonoscopia

Na última reunião de 2013, o endoscopista Dayrell Andrade ministrou palestra sobre a importância da colonoscopia para a identificação das colites infecciosas

Elas são consideradas transtornos gastrointestinais gerados por uma inflamação do cólon, e se manifestam, na maioria das vezes, como  diarréia. Estamos falando das colites infecciosas, uma doença ocasionada por agentes infecciosos e que se não tratada pode evoluir para uma enfermidade crônica. “A diarreia, que é a manifestação mais frequente das colites infecciosas, é a quinta causa de morte no mundo, sendo responsável pelo óbito de 5 a 10 milhões de pessoas por ano”, afirmou Dayrell Andrade, professor da Faculdade de Medicina de Barbacena.

De acordo com o especialista, existem poucos estudos sobre o tema e muitos deles são inconsistentes, cabendo aos endoscopistas sinalizar, em uma boa parte dos exames, um diagnóstico apenas com a macroscopia. “As colites infecciosas podem ser divididas em bacterianas, virais, fúngicas e parasitárias. Sendo assim, a colonoscopia realizada de forma minuciosa e com a correta técnica de coleta de material para análise pode ser decisiva”, ressaltou.

Segundo Dayrell, uma grande discussão está voltada para qual seria o momento exato de realização da colonoscopia. Na visão do médico, ela é imprescindível em alguns casos específicos: “A colonoscopia deve ser feita quando o paciente não apresenta nenhuma melhora após um tratamento prévio; quando ele mostra sinais e sintomas de alarme, no momento em que evolui para uma diarréia persistente ou crônica; e também quando o clínico e o gastroenterologista enxergam a necessidade do procedimento para concluírem o diagnóstico”, explicou.

Durante a reunião, o médico apresentou uma revisão da literatura sobre as colites, com artigos atuais e, levando em conta os dados explicitados, fez um alerta: ”Não adianta só o endoscopista descobrir a lesão, mas, na hora de coletar o material ou solicitar a análise laboratorial-histopatológica fazê-la de forma errada. Temos que ter muito cuidado tanto no momento da análise dos achados quanto na hora da coleta e encaminhamento ao laboratório”, enfatizou.

No final da apresentação, os associados da Sobed-MG fizeram vários questionamentos sobre o tema e o palestrante encerrou sua participação com a imagem de uma pequena casa, quase invisível aos olhos, localizada na Serra de São José, em Tiradentes. A partir da fotografia, ele fez a seguinte afirmação: “Nós podemos fazer uma analogia dessa imagem com as colites infecciosas. Ao ver essa cena, muitos não percebem a casinha ao pé da Serra. Para alguns é apenas uma casinha e pronto, mas, para outros, é a morada da felicidade. Para os que executam a colonoscopia também pode ser assim, dependendo do cuidado e do modo como eu faço o exame, eu vou ver essa casinha. Do contrário, o diagnóstico passa despercebido”, concluiu.

 

Local do evento: Pizzaria 68 – Rua Felipe dos Santos, 68, Lourdes.