Fevereiro 2016 – Aspectos endoscópicos e histológicos das lesões serrilhadas de colón

Data de realização: 01/02/2016

SOBED-MG retoma os encontros científicos de 2016

Aspectos endoscópicos e histológicos das lesões serrilhadas de colón foi o tema da reunião de fevereiro

No dia 1 de fevereiro, foi realizada a primeira Reunião Científica da SOBED-MG, na Associação Médica de Minas Gerais. A palestrante da noite foi a Dra. Elisa Baba (SP) que abordou os aspectos endoscópicos e histológicos das lesões serrilhadas de colón. De acordo com a especialista, esse tipo de alteração tem ganhado grande importância no meio. “Em 2010 ,inclusive, a  Organização Mundial de Saúde (OMS) subdividiu, as lesões em 3 tipos: os pólipos hiperplásicos, que aparecem em 75 % dos casos; os adenomas pólipos serrilhados, que variam entre 0,1 e 14,7%, e o adenoma serrilhado tradicional, que está presente apenas em 1% das análises”, afirmou a médica.

Segundo Dra. Elisa Baba, existem divergências quantos aos critérios adotados pelos patologistas para a certificação de uma proliferação anormal ou não das células. “Esse consenso ainda é um desafio! Não se existe um padrão definido sobre o que é um serrilhado. Para mim, uma glândula é suficiente para a identificação”, revela.  A médica ainda chamou à atenção para a importância da experiência do colonoscopista para a retrovisão no ceco, já que ela, nas análises em que realiza, tem avaliado primeiramente o colo ascendente e encontrado lesões nessa manobra. “Bons aparelhos também são fundamentais, além do preparo bem feito. O procedimento requer tempo, visto que uma lesão mal ressacada pode mudar a  sobrevida ao paciente”,ressalta.

Para a especialista, é essencial que o endoscopista tenha um bom diálogo com o patologista e descreva detalhadamente como é a lesão, onde se encontra e qual o seu real tamanho. “O endoscopista tem que enxergar bem a base do fragmento e esticar a peça pra melhorar a análise do patologista. Essa aula é montada baseada em slides justamente para que os profissionais aqui presentes possam verificar os detalhes. As lesões serrilhadas têm sido pouco identificadas na prática clínica e isso nos preocupa”, enfatiza.

Telefone para informações: (31) 3247-1600
Local do evento: Associação Médica de Minas Gerais
Site do evento: clique aqui