Fevereiro 2014 – Noções sobre Faringe e Laringe

Data de realização: 03/02/2014

1º Reunião Científica – Sobed –MG

 

No primeiro encontro de 2014, médicos da Sobed-MG discutiram noções sobre laringe e faringe

 

Ter cuidado ao examinar a faringe e a laringe do paciente e encaminha-lo ao otorrino sempre que algum indício de lesão for encontrado. Esse foi o principal alerta dado pelo palestrante Dr. Oscar Armando Ayub Perez, médico do Hospital Mater Dei, na Reunião Científica da Sobed-MG, do dia 03 de fevereiro. Para o especialista, observar os detalhes no momento da endoscopia pode ser fundamental para o diagnóstico precoce de doenças. “Como o profissional já está realizando o procedimento, ele pode aproveitar o momento para olhar cuidadosamente a laringe e a faringe do paciente. Uma análise apurada é de extrema importância para auxiliar na descoberta de tumores”, disse.

Segundo Perez, alguns dos exemplos de alterações nessas áreas são: as lesões organofuncionais, transformações benignas decorrentes de comportamentos vocais inadequados (nódulos e pólipos vocais e Edema de Reinke); os citos laríngeos, laringites, granulomas, papiloma de laringe, paralisia de pregas vocais, hemangiomas e o carcinoma de laringe.

De acordo com o endoscopista, um dos problemas mais sérios diagnosticados nas regiões da faringe e principalmente da laringe, é carcinoma. Dentre as mais relevantes causas estão: tabagismo, etilismo, infecção por HPV, deficiência de micro- nutrients e refluxo faringo-laríngeo (RGE).

Moderação

O encontro foi moderado pelo endoscopista Dr. José Nelson Simiquiel Corrêa Moura, médico da Clínica São Judas Tadeu, de Caratinga. No final apresentação, o especialista também respondeu á perguntas e foi questionado, principalmente, sobre como deve ser feito o encaminhamento do paciente ao otorrino e como o endoscopista deve relatar a possível alteração encontrada, visto que não é especialista em analisar tais lesões. “Ele não deve entrar em detalhes quanto às especificidades das modificações, e sim alertar o paciente para que procure um otorrino. No relatório, o médico pode escrever que uma possível alteração foi visualizada; sem se comprometer em diagnosticar um equivoco. Vale ressaltar que qualquer procedimento a ser realizado que ultrapasse o que foi anteriormente programado pelo endoscopista, como, por exemplo, a execução de uma biópsia, deve ser previamente autorizada pelo paciente”, afirmou.

Local do evento: Associação Médica de Minas Gerais