Agosto 2016 – Condições pré-neoplásicas gástricas

Data de realização: 01/08/2016

Condições pré-neoplásicas gástricas

Aula alerta gastroenterologistas e endoscopistas sobre maior vigilância e diagnostico preciso na detecção do câncer gástrico em estágios iniciais.

Doença grave com baixas taxas de cura, o Câncer Gástrico foi tema da Reunião Científica Mensal da SOBED-MG, co-patrocinada pela Boston Cientific. Na ocasião, o palestrante convidado foi o Dr. Bruno da Costa Martins, doutor em gastroenterologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e médico assistente do serviço de endoscopia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).  Segundo o especialista, a taxa de cura do câncer é de cerca de 20%, entretanto, no Oriente, ela chega a 70%; uma porcentagem que serve de exemplo para todos os países. “Essa diferença se deve principalmente ao diagnóstico mais precoce do câncer gástrico no Japão e na Coreia do Sul.  Em virtude da alta prevalência do câncer gástrico no Oriente, os programas de vigilância e a padronização do exame de endoscopia nesses países foi aperfeiçoado, otimizando o diagnóstico do câncer gástrico.”, revela.

De acordo com o especialista, o estômago com a forma avançada de gastrite crônica, isto é, com aparecimento de atrofia e metaplasia intestinal, é a condição pré-neoplásica mais importante, com um risco seis vezes maior do que o estômago sem essas alterações. “A história familiar também é importante, bem como infecção pelo Helicobacter Pylori, tabagismo, consumo de sal e obesidade. Por outro lado, o consumo de frutas e vegetais é fator de proteção contra o CG”, enfatiza,

Para o médico, o bom entendimento tanto do gastroenterologista quanto do endoscopista sobre o diagnostico do câncer gástrico é fundamental. Na visão do profissional, o gastroenterologista deve reconhecer os pacientes com risco aumentado de desenvolver a neoplasia gástrica, orientar hábitos saudáveis, tratar o helicobacter pylori quando houver infecção e solicitar as endoscopias de acompanhamento a cada 2-3 anos. Já o endoscopista, por sua vez, deve atentar para um exame cuidadoso, com seu melhor aparelho disponível, usando o tempo necessário e direcionando biópsias para áreas suspeitas ou biópsias aleatórias na ausência de áreas que levantam alguma dúvida.  “O uso de corantes (cromoscopia) é fortemente encorajado.  A importância desta aula é alertar gastroenterologistas e endoscopistas sobre as condições pré-neoplásicas gástricas, a fim de reconhecer os pacientes que precisam de maior vigilância e tentar diagnosticar o câncer gástrico em estágios mais iniciais”, afirma.

Segundo o Dr. Bruno da Costa Martins, Reunião o surpreendeu positivamente pelo alto nível das discussões.  “A SOBED-MG conta com um time de excelência, com ampla experiência na prática clínica e no campo científico. A palestra, seguida pela apresentação dos casos clínicos, fortalece o aprendizado do tema e permite a troca de experiência entre os colegas. Gostei de ver a participação ativa dos residentes”, disse.

Telefone para informações: (31) 3247-1600
Local do evento: Associação Médica de Minas Gerais
Site do evento: clique aqui