Abril 2015 – O estado atual da dissecção endoscópica de submucosa

Data de realização: 06/04/2015

O estado atual da dissecção endoscópica de submucosa

Associados da SOBED-MG discutem sobre a expansão da técnica no Brasil e na América Latina

Na primeira Reunião Mensal de 2015 patrocinada pela Boston Scientific, o endoscopista convidado Dr. Vitor Arantes, professor adjunto da Faculdade de Medicina da UFMG e coordenador do setor de endoscopia do Instituto Alfa de Gastroenterologia e do Hospital Mater Dei Contorno, ministrou uma conferência sobre o estado atual da dissecção endoscópica de submucosa (ESD) no Brasil e na América Latina. Médicos e residentes presentes assistiram à aula e debateram o assunto durante um jantar na Pizzaria 68, em Belo Horizonte.

De acordo com o especialista, a ESD é uma técnica desenvolvida no Japão que está sendo pouco a pouco incorporada nos países ocidentais, com expansão considerável no Brasil e nos países latino-americanos. Atualmente, ela está mais concentrada em centros de referência, e é executada por especialistas que, como ele, receberam treinamento no Japão e a aplicaram primeiramente em modelo animal, passando por todas as etapas necessárias para o correto processo de aprendizagem.“Foi feito um estudo para avaliar qual o status desse tipo de incorporação á nível de Brasil e América Latina e constatou-se que a aplicabilidade dessa técnica está crescendo. Quando você consegue executar esse procedimento com eficiência e rigoroso critério de seleção você poupa o paciente de cirurgias mais agressivas, que possuem maior morbidade e mortalidade”.

Segundo o Prof. Vitor Arantes, o procedimento consiste em uma técnica de dissecção por via endoscópica em tumores gastrointestinais que estão em uma fase inicial; chamados de tumores precoces. Os princípios básicos do tratamento de todo paciente oncológico devem ser seguidos, tais como a realização do estadiamento com métodos de imagem, incluindo a ecoendoscopia, o que permite identificar os indivíduos que são bons candidatos ao tratamento. Ainda de acordo com o endoscopista, a execução do procedimento é viável e mais barata do que a realização de uma cirurgia de grande porte, que gera custos com a internação do paciente por tempo prolongado e eventualmente necessidade de CTI no pós-operatório.

O especialista ainda enfatizou a necessidade de uma equipe de trabalho bem treinada no método e de um hospital com infra-estrutura e logística de equipamentos e acessórios completa, o que permite realizar a ESD com alto nível de eficiência e qualidade técnica.  “A ESD, quando bem indicada e executada, permite o tratamento curativo de tumores precoces de esôfago, estômago e colorretal em pacientes que antes a única opção terapêutica seria uma cirurgia de grande porte. Em Belo Horizonte, realizo rotineiramente a ESD no Hospital das Clínicas da UFMG e no Hospital Mater Dei Contorno. Antes do procedimento, é feito um pré-operatório cuidadoso com análise dos exames e do risco cirúrgico, além do estudo da neoplasia precoce e da biopsia”, revela.

Telefone para informações: (31) 3247-1600
Local do evento: Pizzaria 68 – Rua Felipe dos Santos, 68, bairro Lourdes
Site do evento: clique aqui