Hemostasia endoscópica com Hemospray®

Artigo por Dra. Ana Paula Bernardes de Faria – E1 em 02/05/2016

Residente: Dra. Ana Paula Bernardes de Faria – E1

Hospital: Felício Rocho

Preceptores: Dr. Edivaldo Fraga Moreira; Dr. Paulo F.S. Bittencourt; Dra. Patrícia Coelho Fraga Moreira e Dr. Luiz Ronaldo Alberti Moreira;

CASO 1:

R.Q, gênero masculino, 76 anos, hipertenso, passado de tratamento por adecarcinoma de próstata e IAM com angioplastia, em uso de anti-agregação plaquetária dupla (AAS e Prasugrel). Internação hospitalar devido a episódios de vômitos, seguidos de hematoquezia e hematêmese com repercussão hematimétrica. Em endoscopia digestiva alta (EDA) realizada durante internação, identificadas varizes esofageanas de fino e médio calibre, observando- se na transição esofagogástrica, em um cordão varicoso, área de ulceração longitudinal com sangramento ativo. Realizada esclerose com 10ml de ethamolin a 2 %. Como paciente manteve quadro de enterorragia, foi submetido a nova EDA, observando-se no esôfago distal ulceração com coágulos aderidos e vaso visível. Devido ao risco de ressangramento, optado por realizar nova terapêutica endoscópica, sendo realizada hemostasia com Hemospray®. Paciente evoluiu com estabilidade hemodinâmica, sem novos sangramentos.

CASO 2:

G.P.D.S, gênero masculino, 86 anos, hipertenso, diabético, em uso de AAS profilático, apresentou sintomas sugestivos de virose há sete dias com vários episódios de vômitos associados. Evoluiu com um episódio de hematêmese de moderada intensidade com queda hematimétrica. Em EDA observada pequena área de laceração na transição esofagogástrica com sangramento ativo em lençol, sugestiva de Mallory – Weiss. Realizada hemostasia endoscópica com Hemospray®. Paciente com boa evolução, sem novos episódios de sangramento. EDA de controle sem sangramento ativo ou vaso visível na área de laceração.

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