Esteatose hepática

Artigo por Dra. Juliana de Sá Moraes em 02/05/2016

Residente: Dra. Juliana de Sá Moraes

Hospital: Madre Teresa

Preceptores: Dr. Roberto Motta, Ricardo Castejon e Dra. Renata Figueiredo, Rodrigo Albuquerque

CASO:

T.G.C.S, 63 anos, feminino, com queixa de dor lombar e andar superior abdome associado a emagrecimento discreto. Econtrava-se em acompanhamento de esteatose hepática com US que identificou incidentalmente massa mista (sólida/cística) 34X24X25mm na cabeça do pâncreas. Realizado RM abdome com colangiografia que identificou tratar-se de uma lesão cística com paredes espessadas e septos grosseiros em seu interior com provável comunicação com ducto pancreático principal, medindo 27X25X22mm, sugestivo de IPMN. Optado pela realização de ecoendoscopia de pâncreas com PAAF para melhor estudo da lesão sendo identificada lesão sólida/cística de 32X20mm, hipoecoica, hipervascularizada, em topografia de cabeça de pâncreas. Drenado material líquido amarelo citrino sendo encaminhado parte para avaliação bioquímica parte para estudo microhistológico e imunohistoquímica. Bioquímica sem alterações: amilase: 32, CA 19.9: 1,0 e CEA 2,0. Resultado histológico identificou neoplasia epitelióide primária de baixo grau histológico, atividade mitótica ausente sugestiva de neoplasia de padrão neuroendócrino. Imunohistoquímica confirmou tratar-se de neoplasia neuroendócrina bem diferenciada com Ki67: positivo (<1%), sinaptofisina e cromogranina positivos. Considerando que trata-se de paciente relativamente jovem, sem comorbidades e com desejo de resolução desta situação além de considerar que a lesão é >2cm, optado pela indicação cirúrgica.

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