Bócio atóxico, adenocarcinoma de mama tratado, depressão, IPMN

Artigo por Dra Ludmila Resende Guedes em 02/05/2016

Residente: Dra. Ludmila Resende Guedes

Hospital: Hospital das Clínicas

Preceptores: Dr Felipe Retes

CASO:

Paciente de 56 anos com diagnósticos prévios de bócio multinodular atóxico, adenocarcinoma de mama tratado em 2009, transtorno depressivo e neoplasia mucinosa papilar intraductal pancreática. Realizou uma colonoscopia em janeiro de 2016 devido a hematoquezia, o exame estava dentro da normalidade, exceto por um achado incidental de uma lesão subepitelial a 10 cm da margem anal, de coloração amarelada, superfície lisa e íntegra, vascularização proeminente e endurecida ao toque da pinça, medindo cerca de 6mm. Realizada ecoendoscopia que mostrou uma lesão hipoecogênica advinda da segunda camada, foi optado por realização de mucosectomia convencional com alça diatérmica. O anátomo-patológico do produto da ressecção evidenciou um tumor neuroendócrino (NET), sem figuras de mitose, margens profundas livres e Ki67 < 2% à imunohistoquímica, caracterizando um NET G1 pela classificação da OMS. Trata-se um tumor de baixo grau de malignidade que, pelo consenso Europeu de neoplasias neuroendócrinas, não há necessidade de rastreio de metástases à distância e nem necessidade de vigilância posterior, visto que as margens de ressecção eram livres. Clique aqui para fazer download do caso.