O papel da endoscopia na pancreatite biliar é discutida na reunião de Julho
10/07/2018

O papel da endoscopia na pancreatite biliar é discutida na reunião de Julho

Dr. Kleber Biancheti de Faria destaca os objetivos do procedimento, quando ele é indicado e seus resultados

Inflamação aguda do pâncreas causada pela passagem ou impactação de cálculo biliar. Essa é a definição de pancreatite, apresentada na segunda-feira (09), pelo Dr. Kleber Biancheti de Faria, endoscopista da Clínica Gastrocolon e do Hospital Semper. O especialista foi o responsável por apresentar o papel da endoscopia nos casos de pancreatite aguda biliar e suas complicações. De acordo com o médico, a maioria dos pacientes com a doença melhora com o tratamento clínico conservador, já que 70% dos casos passa espontaneamente. “Porém 20% dos casos tem complicações”, destaca. 

Biancheti enfatizou no encontro que o papel do endoscopista nos casos da doença está relacionado a minimizar complicações, atuar no diagnóstico e no tratamento. “É importante enfatizar onde o endoscopista pode atuar, especialmente na busca da cura. As ações que são papel desse profissional são afastar outras lesões, definir o tempo, pensar nas indicações e definir a técnica”, explica. 

As principais conclusões da atuação do endoscopista nos casos de pancreatite biliar são na orientação sobre a dieta via enteral precoce e optar pela CPER se colangite/obstrução, já que em casos graves a CPER minimiza complicações. “Além disso, observa-se que a drenagem de coleções fluidas só ocorre com mais de 4 semanas e a drenagem com EE é a 1ª linha de tratamento, principalmente em casos de ausência de abaulamento ou suspeita de hipertensão porta”, afirma. O médico também assegurou que a drenagem endoscópica deve ser priorizada antes da cirurgia, mas não há técnica superior entre elas, dependendo da experiência do endoscopista.

 

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