O papel do patologista na Doença Inflamatória Intestinal
02/10/2017

O papel do patologista na Doença Inflamatória Intestinal

Sobedianos discutem sobre as lesões serrilhadas do cólon e como patologistas e endoscopistas precisam ser parceiros para o melhor diagnóstico e tratamento da DII

Na segunda-feira, dia 02 de outubro, a SOBED-MG realizou mais uma Reunião Científica no Conselho Regional de Medicina. Na ocasião, o palestrante convidado foi o Dr. Moisés Salgado Pedrosa, patologista do Hospital das Clínicas da UFMG e diretor do laboratório CEAP. A temática abordada no encontro foi o papel do patologista na Doença Inflamatória Intestinal. “Hoje a ideia foi trazer para os sobedianos uma discussão sobre as lesões serrilhadas do cólon, visto que elas que são pouco difundidas, mesmo estando na OMS desde 2010”, revelou o especialista.

De acordo com o médico, o patologista e o endoscopista precisam caminhar juntos para o melhor diagnóstico e tratamento da DII. “Por meio do relatório endoscópico e laudo histopatológico a união se concretiza.” É uma parceria que não se dissolve nunca. A análise histopatológica é fundamental para o diagnostico correto e, consequentemente, o encaminhamento apropriado  dos pacientes”, enfatizou o patologista.  

Para o especialista, os pólipos serrilhados precisam ser bem estudados e precisa haver uma atenção especial para o seguimento dos pacientes analisados.  “Dependendo do seu tamanho e localização, o pólipo serrilhado pode se tornar cancerígeno. Por isso, a atenção do endoscopista precisa ser grande para que a análise seja detalhada e esclarecedora. Os pólipos serrilhados maiores, geralmente planos, são difíceis de detectar até no exame. Sendo assim, o médico precisa ficar de olho para não deixar passar nada”, destacou

 

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