Lesões serrilhadas do cólon
06/07/2017

Lesões serrilhadas do cólon

Alterações de estudos recentes se encontram, aparentemente, no cólon direito; área que vem se mostrando menos protegida pela colonoscopia

No dia 03 de julho, a SOBED-MG realizou mais uma Reunião Científica no Conselho Regional de Medicina. Na ocasião, a Dra. Patrícia Coelho Fraga Moreira, médica endoscopista do Hospital Felício Rocho e do HU Betim, abordou o tema: “Lesões serrilhadas do cólon”. “Fizemos um resumo e uma discussão sobre essas lesões descritas há relativamente pouco tempo e que ainda estão em estudo, principalmente quando se trata de suas reais implicações em relação a câncer de colón”, afirmou a endoscopista.

De acordo com a especialista, as lesões serrilhadas se encontram, aparentemente, no colón direito; uma área que vem se mostrando menos protegida pela colonoscopia. “Tentei abordar os aspectos do colón direito, os relacionando com as lesões serrilhadas. Algo recente e que nem sempre é discutido. Essas alterações sutis precisam de uma atenção redobrada, pois o que a gente percebe que é elas são cada fez mais frequente”, ressaltou.

Para a médica, o preparo bem feito na hora da colonoscopia, juntamente com a lavagem do cólon, caso seja necessária, e a atenção no reparo atrás das pregas são fundamentais para a detecção das lesões serrilhadas. “Como disse, as alterações são sutis, sendo assim o endoscopista tem que querer achar as lesões. O exame deve ser feito mais de uma vez, e o especialista tem que ficar atento ao olhar atrás das pregas. A técnica que chamamos de circular também é indicada”, revelou.

Segundo Dra. Patrícia, a maior novidade está relacionada à descoberta do perfil genético das lesões, visto que essas alterações também são encontradas em um tipo de câncer conhecido com “de intervalo”; aquele detectado entre a colonoscopia e um próximo exame de controle. “É um estudo recente. Por mais que o exame seja bem feito, ainda existem casos que o diagnóstico é dado depois da colonoscopia. Há tecnologias que auxiliam na análise, mas, por enquanto, como são lesões recentes, ainda não há nada definido. A ideia é que nos próximos anos possamos conhecer melhor essas lesões e assim, de forma mais eficiente, poder detecta-las”, enfatizou a especialista. 

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